segunda-feira, 6 de abril de 2009

Eternas questões

Por que eu não consigo achar meu lugar, me sentir parte de alguma coisa?
Por que não consigo me sentir bem na faculdade, no trabalho, em casa?
Por que só ao lado do meu amor parece que tenho um lugar no mundo?
Por que tudo parece tão bom e fácil quando tô com ele e tão ruim e difícil quando estou só?
Por que não consigo gostar da minha vida, de mim, da minha rotina?
Por que tenho impulsos destrutivos, vontade de desistir de tudo e fugir?
Por que parece que não é pra mim a vida de todo mundo?
Tantas interrogações e nenhuma afirmação...
Questionamentos tantos e soluções nada...
Só ir levando, será essa a resposta?
Não me questionar, sufocar o que incomoda em mim??
Eu imagino um futuro, pós-faculdade, só não sei se irá me satisfazer, emprego, rotina, enfim, vidinha monótona de cada dia...
O que eu quero mesmo é um apartamento, um carro, dinheiro pra me manter, sair, viajar, não me preocupar.
Quando tento imaginar uma vida que me agrade, é isso que desejo, ter as minhas coisas, ser dona do meu nariz, independente, mas ter a companhia contante do meu amado pra dar sentido aos meus dias...
Na verdade tudo que me agrada envolve ele, ou melhor, ele é só o que eu quero, o que preciso pra ser feliz.
O resto parece tão dispensável se ele estiver ao meu lado...
Mas tenho que lutar por mim, pra conquistar as minhas coisas, pra aí poder dividir com ele.
Eu sei, claro que eu sei o que tenho que fazer: o que todo mundo faz, suportar tantos momentos inúteis pra desfrutar de uns poucos de verdadeiro contentamento.
Foda é não conseguir apenas aceitar isso, mas continuar dia-a-dia dando murro em ponta de faca, questionando aquilo que não dá pra mudar.
Não dá ou eu não quero? Hum, sei lá, só queria conseguir lidar mais facilmente com tudo isso, pois sei que me livraria de muita ansiedade e angústia desnecessárias.
Mas é isso, continuo na tentativa constante de me adaptar às regras dos outros, pra quem sabe um dia me sentir parte disso...
Espero conseguir.
Bjussss

2 comentários:

Marcy! disse...

O que é que eu posso falar?

Primeiro o meu eterno conflito com o fato de pessoas que dependem de outras(eu acho inclusive, que sou uma delas, por isso minha revolta...) Tudo parece dispensável se ele não estiver por perto? E os anos em que tu foi feliz antes da depressão?
Sabe que eu te dou o maior apoio nessa relação porque sei que te faz bem, mas vamos e venhamos Camila, nem tudo é eterno. Eu sei que eu sou uma desiludida falando, alguém que nunca viveu uma paixão, mas precisamos ser realistas aqui, isso pode acabar um dia, e aí o que tu vai fazer? Se matar? Beber o tempo inteiro? Se drogar?

Em primeiro lugar, eu acho que tu precisa perder certos vícios, e não to falando exclusivamente de namorado não!
O QUE É QUE TU PRECISA QUE SÓ TU PODE CONSEGUIR?

Pense Camila, a resposta está em suas mãos.
Viva pra ti.

srta_ke disse...

Camila!!!
Eu sou outra dependente, mas no meu caso ... é da minha mãe. Pareço uma criança falando né?! Eu sei.
Afirmo que no dia em que minha mãe morrer, eu me mato. Só para você ter idéia da maluquice da questão - eu já tenho até um plano na manga.

Eu sei que é uma maneira errada de pensar, só não consigo mudar essa condição. Segundo meu psiquiatra - preciso de amor próprio! Eu preciso me amar. Mas como eu vou me amar?!
Ah, essa é uma pergunta pra gente sentar e pensar!
Primeiro, acho que precisamos conquistar os nossos sonhos e depois ... bem, depois eu não sei.

Espero que você descubra logo e seja feliz com ele ou sem ele!
Beijinhoos! Cuide-se.