Penso que o ato de procrastinar faz parte da rotina de muitas pessoas por aí. A diferença é o que se adia, algo irrelevante ou realmente importante. No meu caso, percebi que deixo a vida pra depois, o que parece bem preocupante...
Eu fiz escolhas e arquei com as consequências, o que me trouxe a uma situação não estável profissional e financeiramente. Sinto que ter vindo morar sozinha aos 24 anos foi minha maior conquista pessoal, mas parou por aí. Depois disso meio que fui descendo ladeira abaixo e, ao invés de crescer, retrocedi. Tanto que, perto de chegar aos 28, estou vivendo de freelas e mal podendo pagar o aluguel. Minha culpa, fazer o que.
Agora ao menos tenho tempo livre, o que poderia me ajudar a estudar e buscar outras coisas que seriam úteis mais além. Mas eu tenho certa (muita) dificuldade para me focar nos estudos, principalmente de matérias que considero complexas e não tenho familiaridade, como no caso de concursos. E aí, ao invés de estudar, fico olhando redes sociais ou buscando qualquer coisa pra ocupar o tempo. Nisso, fico ansiosa e culpada, por saber que deveria aproveitar pra algo de útil os dias livres, ao invés de só esperar que passem.
Não sei muito bem como mudar isso, como fazer com que meu cérebro se concentre em algo que às vezes parece tão difícil. Talvez depois, quando arrumar um emprego e não tiver tempo algum, me arrependa de não ter feito o que podia antes (agora). Mais uma culpa pra carregar...
Na verdade queria apenas ter uma rotina de trabalho, com algum tempo pra exercícios, seriados e afins, sem ter que estar sempre pensando em fazer outra coisa pra chegar a outro lugar. A tal estabilidade e tranquilidade, tão inalcançável...
Saber como ocupar os dias de maneira proveitosa, equilibrando o viver o presente com o pensar no futuro, eis a questão...
segunda-feira, 10 de agosto de 2015
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